Em 2008 tive um acidente de carro (conhecido como efeito chicote):

quando se está um pouco adiantado do encosto de cabeça e se leva uma pancada atrás (nem precisa ser muito forte).

O pescoço geralmente quebra e a morte é instantânea. O meu não quebrou, ao descer do carro para dar bronca notei que estava com a cabeça caída e não subia.

O primeiro médico, da Santa Casa de Santos, (os cursos de medicina daqui foram proíbidos pelo MEC de iniciar novas turmas por ter a maior quantidade de alunos por professor do país - faculdade pagou passou) me mandou colocar aquele colarinho de espuma e que eu estaria bom em 5 dias. Eu lhe disse ser portador de síndrome de Crown e que antiinflamatórios tinham efeito contrário: ao tomar antiinflamatório meu joelho piorava num acidente anterior.

Com a cabeça caída e não subindo ele disse que não era nada, que na radiografia não deu nada ( a Sta Casa de Santos tinha [e deve ter] aquela radiografia de borrão, não digital ).

Não deu outra: em 5 dias meus ombros sumiram ( me olhava no espelho e via o ombro direito na metade da distância de onde deveria estar e o esquerdo sumiu - foi parar junto da coluna nas costas) pensei a sério em me matar devido a dor.

Fui a muitos outros médicos (chorava para andar de carro) os exames revelaram que minha coluna cervical estava invertida e os ombros congelados de tanta contratura e inflamações causadas pelos antiinflamatórios e corticoides. Os médicos de Santos, todos os 8 pelos quais passei, apenas Dr. Antonio da Policlica do José Menino já havia ouvido falar em "Símdrome de Crown" e no manual de reumatologia da Dra. Emília Sato (maior autoridade brasileira em reumatologia professora da Unifesp). Passei por todos os médicos particulares mais famosos de Santos. Dra. Emília Inoue Sato Reumatologista.

O manual da Dra. Emília deixa claro que em 1 em cada 10 pessoas os antiinflamatórios e corticóides têm ação contrária: ao atacar o sistema gástrico, piora os males das juntas. "1 em cada 10" e em Santos isto é descolhecido.

Cada médico tinha uma opinião e cada fisioterapeuta (também de faculdades pagou passou) procedimentos diferentes.

3 anos se passaram...

Hoje estou melhor (momentos de muita dor) os ombros quase no lugar, mas com movimentos limitados. Estou por conta própria, com 6 anestésicos Dormonid tomados ao dia (comprados no mercado negro [camelôs]). Durante o acidente cheguei a tomar por meses 12 dormonids ao dia para não me matar.

Dr. Antonio me pediu exames de sanque onde tenho que jejuar por 12 horas, e que com umas 9 horas de jejum tenho diarréia violenta que me impedem de comparecer ao exame.

A cabeça ergue pouco, mas tenho ainda muita limitação para olhar de lado e a dor ou tem intensidade média e constante e ou tenho picos de muita dor e contraturas.

 

foto atual (praia a noite)

Conhecer a história de um homem que teve a vida destruida por ex-mulher que implantou falsas memórias nos filhos.

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