- Acompanhantes -


Convivi, namorei e quase me casei com uma acompanhante, garota de programa.
Tudo começou quando estava escrevendo um livro (me dediquei 1 ano e meio a este).
Procurei uma imobiliária que encontrei por um anúncio: alugo com 3 meses de depósito e sem fiador.
Entregaram-me algumas chaves e gostei de um apartamento: pertinho do metrô Marechal e do metrô do Memorial da América Latina (esqueci o nome).
Mudei: tudo o que tinha estava lá, principalmente meu computador com 6 meses de trabalhos escritos.
Na primeira vez que sai, na volta, o porteiro me impediu de entrar: O proprietário não reconhecia a imobiliária e nem o contrato. Pedi ao porteiro que me acompanhasse para pegar o contrato, mas fui impedido. Fui para a imobiliária que alegou haver um desentendimento com o proprietário e me passou outras chaves para ver outros apartamentos, mas eu estava com a roupa do corpo e R$20,00.


Benditas garotas de programa! Que Deus as proteja: havia uma na sala de espera esperando para falar com o proprietário e me ofereceu seu apartamento até resolver meu problema.


20 HORAS NA ESCOLA DA NOITE - Aprendi muito nestas horas que passei com a “Lady”. Seu prédio era bom, seu AP, pequeno e simpático. Foi logo colocando minha mala (uma mochila de academia com um shorts,  uma camiseta, uma toalha e uma Havaianas) no seu quarto. Tomei um banho, comi frango com arroz em uma tigela vendo TV. Estava com preservativo na bolsa, mas na torcida para não ter que usá-lo (nunca havia saído com uma garota de programa).
O interfone toca, era um garoto de uns 16 anos, “um amigo”, disse ela. Eles começam a conversar animadamente e a falar sobre “negócios”. Demorei algumas horas para juntar os pontos da conversa: dicas de “fitas” - U$ 60,00 que são dados para um funcionário de uma empresa de celulares. O celular troca de número fica 15 dias desligado e volta a funcionar normalmente. Contas de U$ 2.000,00 simplesmente desaparecem! O garoto ficou encarregado de “arrumar” um celular para o dia seguinte, ela queria um “Croma”.


O garoto ofereceu-me um Renault que estava “lá em baixo”, queria algo próximo de U$ 3.800,00. O carro ainda estava “quente”. O dono daria “queixa” três dias depois e só queria o dinheiro do seguro. O Kid também insistia para lhe emprestar a conta do meu banco para ele guardar um dinheiro.
Garotos vão lá dar uma “dormida”; algumas horas, vezes em buraco, atrás do sofá, enquanto elas recebem clientes. Negociam favores, celulares, “backs” (é assim que se escreve?), dicas para “fitas”.


Ela me via há dias na "imobiliária". Minha situação transmitiu-lhe confiança e ela passou adiante. De relance, ainda ouvi comentarem de um grande assalto à banco, na Av. Paulista, estava sendo planejado por um amigo deles; ouvi ainda ser este amigo, ex-segurança de uma vereadora que esteve na TV, envolvida em escândalos políticos.
Saíram por volta de 23h, levaram a chave do AP. Na expectativa, mas na base do “seja o que Deus quiser, vai dar tudo certo!”, fui dormir na cama que estava na sala. Chegaram umas 2h da madrugada. Ele foi para o quarto dela e trancou-se - soube depois, estava muito fumado. Ela dormiu no sofá ao lado de minha cama.


Pela manhã bem cedo, tomei um banho gelado, aqui maio já é frio. Chegou uma colega de profissão, pessoa animadíssima, feliz da vida, “falo para caramba”, palavras da própria. Meu "aprendizado" prosseguiu de imediato: um cliente velhinho, cliente de mais de 10 anos lhe paga quase U$ 2.000,00 (11 anos atrás) por "vez", mais uns U$ 200,00 para cada amiga acompanhante. O “velho” era nojento e só "funcionava" à base de “Viagra”, tossia como um tuberculoso e ela dava um “pega num Back” para suportar.

O garoto quis logo a “fita” do “velho”. Um assalto ou um sequestro, após ouvi-la falar ter ele alugado sua banca nos Jardins por algo próximo de U$ 70.000,00 mensais a uma famosa editora. A “fala pra caramba” demonstrou princípios: “Não! Ele é meu amigo!”.
Resolveram todos dar um “pega num back” - umas 9h da manhã, no meio da semana - ofereceram-me. Respondi que há mais de 10 anos não o fazia (mentira, nunca tinha feito!), e temia pelos efeitos. A coisa ficou animada: não sei se pelo clima de alegria, ou pelo apartamento fechado, até eu fiquei animado. A faladeira pagava U$ 3,00 pela “trouxinha” e achou um absurdo a “Leidi” ter pago U$ 10,00, mas logo começou a elogiar, era forte, era da boa!
Iniciou-se uma conversa muito "educativa" no nível de especialistas: umidade, bolor, muito seca, pouco galho, “o melhor papel é o de padaria!”. Vivendo e aprendendo! 
Meu nome não é Nicéia. No mais, não vou cuspir na tigela que comi frango com arroz! Que imaginação mais detalhista eu tenho!!!


Um ano se passou e mais e mais garotas (e senhoras de programa) fui conhecendo. Eu possuía uma câmera Kodak DC120, a 1ª que passou de 1 Megapixel, e alguns iluminadores.


Não cobrava nada e ainda tratava a foto no Photoshop: tirava estrias, celulite.


Quase na época que saí de lá, para ir pro interior, fiquei sabendo que minhas fotos eram muito boas, que as garotas passaram a ganhar até o dobro com os books que deixavam nos hotéis e as fotos publicadas em sites.


Descobri que minhas fotos eram melhores que a de fotógrafos que cobravam R$300,00


Nesta época eu namorava a Bianca que estava com 35 anos, já tinha muitos imóveis de aluguel no interior do Paraná e queria se casar comigo. Eu tinha que terminar meu livro, estava sem dinheiro e fui para o interior. Fiquei de voltar em 30 dias para ver a Bianca. Quando liguei para ela 15 dias depois seu celular já havia trocado de número.
Uns 2 meses depois, eu estava tão sem dinheiro que, vendi minha aparelhagem de fotografia e viajei para SP atrás da Bianca que já havia ido para o Paraná e cortado laços com a antiga profissão: ninguém tinha o telefone ou endereço dela.


O livro não deu certo, até hoje não terminei.


Descobri que era um excelente fotógrafo, mas não tinha dinheiro para comprar o equipamento.


Hoje passados 11 anos estou com um estúdio completo com equipamentos de 1ª linha.


Tenho fotografado produtos e lojas como está em meu site www.milagrefotografico.com.br/fotos.html


Veja como posso tirar manchas de pele, celulite etc. – veja o nariz da 1ª foto e das outras Tratamento de Imagens


Perdi contato totalmente e gostaria de trabalhar fotografando acompanhantes. Fotografo sem compromisso: se não ficar muito bom não paga!!! Fotografo com descontos ou parcelado no cartão. Foi o melhor ano de minha vida e conheci muita gente boa que perdi na distância e falta de dinheiro.


Acompanhantes: Vinde a mim!


PS.: Lembrei depois: A Jaqueline, uma garota negra, linda e que tinha nojo da profissão: sempre ia aos encontros muito fumada apara aguentar os “caras nojentos”. Palavras dela.
Sempre estava comigo reclamando da profissão que queria largar, mas que era muito pobre e só dava para arrumar emprego de doméstica: Acho que até estive apaixonado por esta garota que dizia ter 18 anos, mas tinha receio de pegar alguma doença e ao mesmo tempo se criou uma relação mais paternal. Recomendei que melhorasse o português e que fosse aos encontros com roupa sóbria e um lingerie quente por baixo. Que encontraria um cara legal que a tiraria daquela vida. Outras gostavam, mas ela não gostava mesmo.
Em alguns meses ela arrumou um cliente que não era nojento e que a chamava sempre. Fui com ela a um shopping na região da angélica compramos algumas roupas e pedi a ela que depois de uns 15 encontros o convidasse para sair. Que abrisse o jogo: sou muito pobre, odeio o que faço e gosto muito de estar com você. Você me agrada, me trata bem.
Quando saí de São Paulo a Jaqueline estava morando com esta pessoa, estavam planejando um filho e se casar. Jaqueline me ligava sempre, como se eu fosse seu pai, ou sua mãe. Isto causava algum atrito com a namorada Bianca.


Presas: Muitas garotas presas por guardarem “coisas” para amigos, garota com afundamento na testa por bala perdida em tiroteio em casa noturna. Esta da bala esqueci o nome, mas queria sair do ramo: voltou para a casa dos pais e arrumou emprego de balconista.


Deram-se bem: Muitas se deram bem, uma delas já tinha 3 apartamentos com escritura e cheio de garotas das quais ganhava comissão mais aluguel. Era a porta de entrada de garotas que entravam na profissão.


Minhas intensões são:

  1.  Fotografar para ganhar meu dinheiro

  2. Melhorar o ganho das garotas para saírem mais rápido da profissão

  3. Dar algumas dicas para arrumarem um cara legal e com dinheiro rapidinho

  4. Cuidado com as drogas

  5. Cuidado com favores de guardar coisas

 

Conhecer a história de um homem que teve a vida destruida por ex-mulher que implantou falsas memórias nos filhos.

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