A VIDA, O PARASITA QUE SE ALIMENTA DE NOSSO CORPO.
Nos apegamos à vida e enquanto isto, sem que percebamos, ela se esvai.
Novas esperanças e planos, sempre tudo vai melhorar, novos e bons
momentos virão com certeza! A biologia nos faz otimistas: sofremos, mas
esperamos compensações mais adiante. (não falo de
Deus, pois sou tão ateu quanto teus chinelos).
50 anos, 87 kg (1,68m), olheiras “Tim Maia”, joelhos “ferrados”, Não vejo uma mulher “de perto” a mais de 4 anos. Sem segundo grau, sem ter pago previdência social (sempre fui otimista, jamais esperei chegar aos 50 na maior dureza!), vivendo de bicos.
Porque tanta confiança de que posso recomeçar!? Porque não
me mato logo como todo bom ateu com vida difícil!? Porque na maior parte do
tempo sou feliz!? – Como é bom ser otimista: meus
joelhos estão bons, estou com 77 kg e as olheiras estão sumindo. Chequei aos
49 inexplicavelmente sem fios brancos (quando fico alguns dias sem fazer a barba
noto vários fios brancos). Vi recente pesquisa concluindo que os otimistas
envelhecem mais devagar.
Em boa parte vivo por curiosidade de como irei terminar. Escreverei
sempre os pequenos trechos que percorrer enquanto puder. É como se assistisse
minha vida em um filme, tendo esse prendido minha atenção e quero assisti-lo
até o final. Então como um parasita pós-alimentado ela te abandona (e só lhe
restarão os ossos!). Escrevi a quase totalidade deste
texto aos 47 anos e muitas frases foram força de expressão.
Atualmente, 2009, 55 anos coluna cervical sériamente afetada em efeito chicote e ombros congelados em consequencia de meses de contratura.
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